sexta-feira, 22 de maio de 2009

A deserotização do erótico.

O apelo sexual está sempre presente na propaganda, na moda, nos clips, nos filmes, nos outdoors, nas revistas, nas novelas...
Ao ligar objetos a imagens de homens e mulheres belos, ricos e sexualmente sedutores, a propaganda parece erotizá-los. A mídia cria e estabelece padrões para corpos, rostos, roupas, comidas, gostos, utilizando-se de imagens e fazers de efeito com apelo sexual. Tudo parece erotizado, mais é só aparência, porque o que ocorre na realidade é a deserotização do erótico. Trata-se de provocar uma banalização do sexo, desvinculando-o dos projetos e da afetividade de cada um.
A banalizção do sexo produz um pseudo-erotismo que reduz a sexualidade ampla, erótica, envolvente ao exercício sexual restrito. Se a cultura, segundo Freud, nada mais é que um processo de sublimação da energia sexual, sua estrita utilização genital intercepta o fluxo cultural.
Esse empobrecimento do erotismo rouba do homem a capacidade de envolvimento amoroso. Nelas, o lucro e o benefício pessoal sobrepõem-se à entrega, ao compromisso e à doação. As relações tornam-se superficiais, impedindo, portanto, o crescimento e o amadurecimento da pessoa.